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  • Foto do escritorGuilherme Beraldo

Eu, versão 2.0


Dizem que as máquinas, muitas vezes, são criadas à semelhança do funcionamento do corpo humano. Um computador, por exemplo, que “imita” o cérebro humano tendo um processador central e memória.


Recentemente estive pensando exatamente no contrário, pra entender como muitas vezes nos comportamos.


Já viram aqueles robozinhos que andam por aí limpando a casa? Bom, o que eu vi não é dos mais tecnológicos. Como não tem muitos sensores que o guie pelos espaços, funciona com uma espécie de barra na parte da frente: sempre que acionada ao bater em algum obstáculo, faz com que o robô mude seu caminho, desvie do que o impede de seguir adiante e siga trabalhando.


Pois bem, quantas vezes nós também não andamos “cegos” e sem rumo por aí, mudando de rota somente quando levamos uma pancada?


No caso desse robozinho, não há nenhum recurso tecnológico que o permita aprender com seus “erros” e passe a andar por lugares que “o machuquem” menos.


Nós sim, mas esse não é um processo automático. Assim como os animais, nossos comportamentos podem ser modelados pelas nossas tentativas e erros. Via de regra, aprendemos a evitar situações ruins e repetimos o que é bom.


Além disso, nós humanos também significamos o vivido, ou seja, imprimimos sentido às nossas experiências com base em nossas crenças culturais, familiares, religiosas, etc.


Esse processo de aprendizado, no entanto, é infinito pois a vida sempre seguirá nós apresentando novas situações e desafios.


Deixar de ser o robozinho que bate cabeça o tempo todo é um processo árduo, doloroso e muitas vezes solitário.


Sempre que se sentir rodando em círculos e sem sair do lugar, peça ajuda. Ninguém é obrigado a dar conta de tudo e da melhor forma o tempo todo. Falhar é parte do processo, e sempre existirão outros caminhos.


Máquinas sempre ganham versões novas e atualizadas. Nós também podemos.

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